Relacionamentos

Apego ansioso-evitativo: o estilo de puxar e empurrar, explicado

O apego ansioso-evitativo não é indecisão — é querer proximidade e temê-la ao mesmo tempo, por isso parece ansioso e evitativo ao mesmo tempo. Eis o que realmente está acontecendo.

O apego ansioso-evitativo (às vezes chamado de apego desorganizado) combina o desejo de proximidade do estilo ansioso com o medo dela do estilo evitativo, então a mesma pessoa pode atrair alguém e depois empurrá-lo embora na mesma semana — não por confusão, mas porque tanto a proximidade quanto a distância parecem inseguras.

Por que parece contraditório de fora

Alguém com estilo ansioso-evitativo pode parecer desesperado por conexão numa semana e completamente fechado na seguinte, o que parece inconsistência, mas ambas as reações vêm da mesma crença subjacente: que as pessoas são ao mesmo tempo necessárias e perigosas.

De onde isso geralmente vem

Esse estilo tende a se desenvolver a partir de uma infância em que a mesma pessoa que oferecia conforto também era fonte de medo ou imprevisibilidade, o que ensina a uma criança que as pessoas de quem ela mais precisa não podem ser confiavelmente vistas como seguras.

Por que a autossabotagem costuma aparecer justamente quando as coisas vão bem

Um relacionamento que começa a parecer genuinamente bom pode acionar o lado do medo desse padrão com mais força do que um instável, porque a intimidade real aumenta o que está em jogo do medo antigo — é por isso que algumas pessoas ansioso-evitativas se afastam ou criam conflito exatamente quando as coisas vão bem.

O que realmente ajuda a acalmar isso

Desacelerar deliberadamente o ritmo de um relacionamento, e nomear em voz alta o vaivém com um parceiro em vez de representá-lo em silêncio, dá ao sistema nervoso tempo para testar que a proximidade pode ser segura sem confirmar imediatamente o medo antigo.

Isso descreve um padrão de apego, não um diagnóstico — o apego ansioso-evitativo costuma responder bem à terapia, especialmente com alguém experiente em trabalho de apego, já que o padrão geralmente se formou em relacionamento e tende a mudar da mesma forma.

Reconhecer o padrão de puxar e empurrar em geral é útil. Notar qual momento específico desencadeou o afastamento no seu próprio relacionamento — proximidade, conflito ou outra coisa — é a coisa mais difícil e mais útil a observar. Rastreie seu gatilho específico, na OLENRI